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O Município de Baía da Traição está inserido na unidade geoambiental dos Tabuleiros Costeiros. Esta unidade acompanha o litoral de todo o nordeste, apresentando altitude média de 50 a 100 metros.

População


Com uma população de 8 012 pessoas e uma área total de 102,368 km², Baía da Traição apresenta uma densidade demográfica de 78,27 habitantes por quilômetro quadrado (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010). Segundo dados do recenseamento de 2000, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dos dez municípios brasileiros com maior percentual de população autodeclarada indígena, Baía da Traição figurou em sexta posição, visto que 57,7% de seus habitantes se declararam indígenas.

Clima


O clima é do tipo tropical chuvoso com verão seco. O período chuvoso começa no outono, tendo início em fevereiro e término em outubro. A precipitação média anual é de 1 634,2 mm.

Vegetação


A vegetação nativa é predominantemente do tipo floresta subperenifólia, com partes de floresta subcaducifólia e transição cerrado/floresta.

Geologia


De modo geral, os solos são profundos e de baixa fertilidade natural. Compreende platôs de origem sedimentar, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas. Os solos dessa unidade geoambiental são representados pelos latossolos e podzol|podzólicos nos topos de chapadas e topos residuais; pelos podzólicos com fregipan, podzólicos plínticos e podzóis nas pequenas depressões nos tabuleiros; pelos podzólicos concrecionários em áreas dissecadas e encostas e gleissolos e solos aluviais nas áreas de várzeas.

Litoral


O litoral da Baía da Traição é um dos mais belos do Nordeste, tendo a configuração de meia-lua, onde se destacam praias sinuosas, falésias multicoloridas, dunas e uma linha de arrecifes, formando um conjunto harmonioso de rara beleza paisagística. O seu contorno, da foz do rio Camaratuba à foz do rio Mamanguape, mede aproximadamente 40 km, nele existindo as praias Cardosas, Tambá e Forte, embelezadas por falésias multicores, cujas ondas revoltas as tornam preferidas pelos surfistas; a enseada da Baía da Traição, famosa pela sua beleza e tradição; a da Trincheira, onde, em 1625, suas dunas serviram de trincheiras às forças portuguesas na luta contra os holandeses; e a praia de Coqueirinhos.

Hidrografia


rio Sinimbu é o principal curso d'água não apenas pela sua extensão, mas sobretudo por sua importância no contexto socioeconômico da região. Sua nascente se situa na localidade de Avencas, ao norte da Vila São Francisco, e atravessa o município de oeste para leste até desaguar no rio Estiva, que por sua vez desemboca no Oceano Atlântico, nas proximidades da praia de Coqueirinhos. No seu curso, banha parte das aldeias de São Francisco, Galego e Forte, além da sede do município. Após os serviços de drenagem realizados no local, a partir de 1931, sob a direção dos engenheiros Valdomiro Leon Sales e Ítalo Joffily, os rios estão sendo aproveitadas para o cultivos de cereais e de outras culturas de subsistência. Na década de 1960, suas várzeas foram responsáveis por prover importante produção de arrozmandiocaabóborabananamilho). Entretanto, com o encharcamento das várzeas, essa produção ficou impossibilitada.[carece de fontes]

Problemas com avanço do mar, poluição do rio e mangues


desmatamento das margens, assim como as dragagens, estão causando o assoreamento do rio Sinimbu. As águas estão contaminadas por lixo, dejetos humanos que são jogados pelos próprios ribeirinhos. Isso, sem falar dos animais que se banham e defecam em seu leito, o que aumenta sua contaminação. Quanto aos manguezais, a construção de viveiros de camarão para o cultivo do camarão-de-patas-brancas tem ocasionado um grande desmatamento da área dos mangues, além das toxinas que são jogadas junto com o lixo. Outro fator que contribui com os problemas nos mangues é a extração de madeiras para a produção de carvão.[12] De acordo com relatos de moradores antigos, o mar da Baía da Traição era antigamente em torno de 100 metros de distância do que é hoje. Porém, o mar está invadindo o município aos poucos. As barreiras de proteção (quebra-mares) estão se partindo, devido à ação dos marés. O mar já está invadindo também os viveiros de camarão que estão nas proximidades da beira-mar. Em 2010, o governo do estado já havia decretado, por meio do Diário Oficial do Estado, situação de emergência no município em virtude do avanço súbito e imprevisível do mar rumo à orla da cidade. O decreto diz que o "processo de erosão marinha vem ameaçando bens e equipamentos da cidade e colocando em risco a vida de moradores e turistas".

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